Casa Battló
A arte alimenta-se de ingenuidades, de imaginações infantis que ultrapassam os limites do conhecimento; é ai que se encontra o seu reino. É contemplação, é emoções... É, como diria Picasso, uma mentira. E este espaço é também o seu refúgio, e o meu, e o de todo um leque de assuntos de que me lembrar.
Quem sou eu
- Nome: Marta
- Local: Coimbra, Portugal
Quem sou? Por vezes pergunto-me exactamente o mesmo. "Mas de repente, quem parece ser diferente,é tão igual..."
Segunda-feira, Maio 01, 2006
Domingo, Abril 30, 2006
Centro Cultural de Belém/Centro Cultural Berardo
"Este acordo é um fracasso negocial, uma insensatez económica e um desastre para a cultura do país"; "não há nenhuma garantia de que o Estado possa adquirir, daqui a dez anos, a colecção", um dos objectivos da negociação. Estas frases foram ditas por um deputado indignado.
Ora, para quem não sabe, a negociação é feita entre o Ministério da Cultura e o empresário Joe Berardo, e consiste na criação do Museu Colecção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea, com um núcleo de 863 obras, a ser instalado no Centro Cultural de Belém.
Há quem defenda que Joe Berardo tem motivos para estar "satisfeito" porque "conseguiu tudo aquilo que queria, à custa de todos os cidadãos: um museu com o seu nome, o poder de nomear ou destituir o director desse museu, uma fundação generosamente subsidiada pelo Estado para o gerir".
"O Estado compromete-se a participar com 500 mil euros anuais na nova fundação", um valor "25 vezes superior àquilo que o Ministério da Cultura investiu em 2005 no Museu Nacional de Arte Contemporânea".
Estas obras privadas, fruto da paixão saudável que o empresário nutre pela Arte, serão mostradas e valorizadas "na maior sala de exposições do país", que ficará "praticamente reduzida à oferta de uma colecção de pintura" e verá limitada "a sua inserção no circuito internacional de exposições". Um deputado do BE sustentou mesmo que o CCB "deverá passar a chamar-se Centro Cultural Berardo".
É certo que é uma boa oportunidade para o país, já que esta colecção inclui obras que atrairão inúmeros apreciadores, mas acaba também por ser muito limitante, porque nos restringe à colecção do nosso querido Berardo, deixando-nos de pés e mãos atadas no caso de surgir uma nova e/ou melhor oportunidade, já que se irá ocupar permanentemente a maior sala de exposições do CCB, e do país.
Já que estou a escrever sobre isto, é preciso ter em conta que Berardo tem, ao todo, cerca de 4.000 obras de arte, entre quadros e esculturas, sendo que apenas 15% delas estão expostas.
A maior parte da sua colecção está em armazém , à espera de oportunidades como a que o nosso Ministério da Cultura, ingenuamente ou não, está disposto a dar-lhe.
Joe Berardo classifica a sua colecção como "fantástica", e eu acredito, muito sinceramente, que o seja, e que o seja o suficiente para merecer ser vista por todos.
Ora, para quem não sabe, a negociação é feita entre o Ministério da Cultura e o empresário Joe Berardo, e consiste na criação do Museu Colecção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea, com um núcleo de 863 obras, a ser instalado no Centro Cultural de Belém.
Há quem defenda que Joe Berardo tem motivos para estar "satisfeito" porque "conseguiu tudo aquilo que queria, à custa de todos os cidadãos: um museu com o seu nome, o poder de nomear ou destituir o director desse museu, uma fundação generosamente subsidiada pelo Estado para o gerir".
"O Estado compromete-se a participar com 500 mil euros anuais na nova fundação", um valor "25 vezes superior àquilo que o Ministério da Cultura investiu em 2005 no Museu Nacional de Arte Contemporânea".
Estas obras privadas, fruto da paixão saudável que o empresário nutre pela Arte, serão mostradas e valorizadas "na maior sala de exposições do país", que ficará "praticamente reduzida à oferta de uma colecção de pintura" e verá limitada "a sua inserção no circuito internacional de exposições". Um deputado do BE sustentou mesmo que o CCB "deverá passar a chamar-se Centro Cultural Berardo".
É certo que é uma boa oportunidade para o país, já que esta colecção inclui obras que atrairão inúmeros apreciadores, mas acaba também por ser muito limitante, porque nos restringe à colecção do nosso querido Berardo, deixando-nos de pés e mãos atadas no caso de surgir uma nova e/ou melhor oportunidade, já que se irá ocupar permanentemente a maior sala de exposições do CCB, e do país.
Já que estou a escrever sobre isto, é preciso ter em conta que Berardo tem, ao todo, cerca de 4.000 obras de arte, entre quadros e esculturas, sendo que apenas 15% delas estão expostas.
A maior parte da sua colecção está em armazém , à espera de oportunidades como a que o nosso Ministério da Cultura, ingenuamente ou não, está disposto a dar-lhe.
Joe Berardo classifica a sua colecção como "fantástica", e eu acredito, muito sinceramente, que o seja, e que o seja o suficiente para merecer ser vista por todos.
Sábado, Abril 22, 2006
4h30... hora Coca-Cola light!
Em 1886, quando o farmacêutico John Pemberton inventou a Coca-Cola, teve uma boa razão para lhe dar esse nome."O seu tónico cerebral incluía extratos de noz-de-cola, um estimulante com elevado teor de cafeína, que se pensava ser afrodisíaco, e extracto de folha de coca, contendo uma pequena quantidade de cocaína."
Quando as farmácias começaram a misturar este xarope com água gaseificada, as vendas explodiram e, em pouco tempo, a cocaína era usada como analgésico e entrava na composição de rebuçados para a garganta e supositórios. Mais tarde, a Coca-Cola foi "descocainizada" e, apesar disso, a sua popularidade continuou a aumentar.
E o que se passava há 100 anos, passa-se hoje.
Quem é que nunca bebeu uma Coca-Cola na esplanada do MacDonalds, do cafézito da aldeia, ou até, acompanhada de umas estaladiças pipocas numa sala de cinema?!:)
É um clássico. Mas claro, há sempre quem não goste.
Imagem: daqui
Quarta-feira, Abril 12, 2006
Marc Chagall


Como vou estar fora durante o resto da semana, deixo aqui estas telas de Chagall.
Bom, eu pelo menos gosto!:) É genial a forma como ele criou o seu próprio mundo de cor, mitos, magia e estranhas criaturas, baseando-se em experiências reais, que apenas misturou com imaginação.
Fazem lembrar as ilustrações de literatura infantil, e no fundo não são mais do que isso mesmo - ilustrações de uma qualquer realidade, com muita fantasia à mistura.
É preciso contemplá-las por mais de 5 segundos para conseguir ver para além das tintas.
Segunda-feira, Abril 10, 2006
O início...
Decidi criar este blog, talvez porque "A outra metade" não fosse o sítio mais indicado para este tema.Simplesmente, não achei boa ideia misturar os meus pensamentos e dúvidas com os meus gostos e preferências.
Logo, nasceu a minha "Casa Battló"...
Para quem não conhece, esta obra não é mais do que um bloco de apartamentos encomendado ao arquitecto catalão Antonio Gaudí, a partir da remodelação de um prédio já existente.
Em plena época da chamada Arte Nova, em Barcelona, Gaudí teve de lutar contra estruturas que estavam em pleno desacordo com esta corrente artística, mas o resultado foi fabuloso.
As linhas ondulantes, as protuberâncias suavemente modeladas e as formas e cores exuberantes e excêntricas, fizeram com que este bloco se parecesse mais com uma qualquer forma de vida aquática do que com uma obra arquitectónica.
Isto traduz aquilo que eu mais aprecio na arte: Paixão e ousadia.
Não é o fazer por fazer que desperta o autêntico interesse, e sim a maneira como se faz, bem como os motivos que levam o autor a fazê-lo.
